top of page

É possível “rejuvenescer” os ovários? O que a ciência está pesquisando

  • Foto do escritor: Ava Clinic
    Ava Clinic
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura



O tempo é um fator determinante na fertilidade feminina. Com o passar dos anos, ocorre uma redução natural na quantidade e na qualidade dos óvulos. Em algumas mulheres, esse processo acontece de forma precoce, condição conhecida como insuficiência ovariana prematura (IOP).


Embora a medicina ainda não consiga “voltar o relógio biológico”, a ciência tem avançado em pesquisas que buscam melhorar o funcionamento dos ovários e ampliar as possibilidades futuras. Um exemplo é um estudo publicado em 2025 na revista Stem Cell Reviews and Reports, que analisa o potencial uso das células-tronco mesenquimais na restauração da função ovariana.


Essas células, encontradas em tecidos como medula óssea, tecido adiposo, cordão umbilical e placenta, não se transformam em óvulos. No entanto, elas liberam substâncias capazes de reduzir inflamações, reparar tecidos e melhorar o ambiente celular. Um efeito regenerador indireto que tem despertado interesse na medicina reprodutiva.


O artigo é uma revisão científica que analisou resultados de estudos em modelos animais, dados iniciais em humanos e os possíveis mecanismos de ação dessas células nos ovários. Os achados indicam, em ambiente experimental, melhora do microambiente ovariano, maior sobrevivência dos folículos remanescentes, ajustes hormonais e redução do estresse celular. Em alguns estudos com animais, houve inclusive retomada da função ovariana e gestações.


É importante esclarecer que essas pesquisas não significam o rejuvenescimento genético dos óvulos. Até o momento, não existe nenhuma técnica comprovada capaz de reverter o envelhecimento dos óvulos ou criar novos. O objetivo dessas abordagens é otimizar o funcionamento dos folículos ainda existentes, respeitando os limites biológicos.


Apesar dos resultados promissores, essa técnica ainda é experimental, não faz parte dos protocolos clínicos e necessita de mais estudos controlados em humanos antes de qualquer aplicação ampla na prática médica.


Essas pesquisas indicam que a medicina reprodutiva caminha para estratégias cada vez mais personalizadas e baseadas em regeneração celular. Embora ainda não disponíveis como tratamento, elas ampliam o conhecimento científico e podem, no futuro, trazer novas possibilidades para mulheres com baixa reserva ovariana ou insuficiência ovariana prematura.


Na Ava Clinic, acompanhamos de perto os avanços científicos, sempre com o compromisso de oferecer informação baseada em evidências, com responsabilidade e cuidado ético com cada paciente.


Referência científica: Mesenchymal Stem Cells: A Therapeutic Approach in Fertility Restoration in Premature Ovarian Insufficiency. Stem Cell Reviews and Reports, 2025.










 
 
 

Comentários


bottom of page