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Reprodução Assistida para Pessoas LGBTQIAPN+: conheça os tratamentos disponíveis para construir sua família

  • Foto do escritor: Ava Clinic
    Ava Clinic
  • 8 de jun.
  • 3 min de leitura

Junho é mundialmente reconhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, uma data que celebra diversidade, respeito e inclusão. Entre os muitos direitos conquistados pela comunidade nas últimas décadas, o direito de formar uma família ocupa um lugar de destaque. Atualmente, os avanços da medicina reprodutiva permitem que pessoas LGBTQIAPN+ realizem o sonho da parentalidade por meio de diferentes técnicas e tratamentos personalizados. Mais do que uma questão biológica, a construção familiar envolve planejamento, acolhimento e acesso a cuidados especializados.



O desejo de ter filhos é universal


Diversos estudos demonstram que o desejo de constituir família está presente independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero. Inclusive, a American Society for Reproductive Medicine (ASRM), uma das principais entidades científicas da área, defende que o acesso aos tratamentos de fertilidade deve ocorrer sem discriminação baseada em estado civil, orientação sexual ou identidade de gênero.

Hoje, casais homoafetivos, pessoas transgênero e indivíduos solteiros encontram na reprodução assistida caminhos seguros e eficazes para alcançar a parentalidade.


Quais são os tratamentos disponíveis?

A indicação do tratamento depende da composição familiar, da idade dos pacientes, da reserva ovariana, da qualidade seminal e dos objetivos reprodutivos de cada pessoa ou casal.


1. Inseminação Intrauterina (IIU)

A inseminação intrauterina é frequentemente uma das primeiras opções para casais formados por duas mulheres e para mulheres solteiras.

Nesse procedimento, o sêmen de um doador é preparado em laboratório e inserido diretamente no útero durante o período fértil, aumentando as chances de gravidez.

O tratamento costuma ser indicado quando não existem fatores importantes de infertilidade associados e apresenta menor complexidade quando comparado à fertilização in vitro.


2. Fertilização In Vitro (FIV)

A fertilização in vitro é uma das técnicas mais conhecidas da reprodução assistida.

Nesse tratamento, os óvulos são coletados após estimulação ovariana e fertilizados em laboratório. Após o desenvolvimento embrionário, os embriões são transferidos para o útero.

A FIV pode ser indicada para:

  • Casais homoafetivos femininos;

  • Casais homoafetivos masculinos;

  • Pessoas transgênero;

  • Mulheres com baixa reserva ovariana;

  • Casais com histórico de infertilidade.

Além disso, a FIV permite maior controle sobre o processo reprodutivo e pode oferecer taxas de sucesso superiores em determinadas situações clínicas.


3. Método ROPA: maternidade compartilhada

O Método ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira) é uma opção exclusiva para casais formados por duas mulheres.

Nesse modelo, uma parceira realiza a estimulação ovariana e fornece os óvulos, enquanto a outra recebe o embrião e conduz a gestação.

Dessa forma, ambas participam biologicamente da gestação: uma contribui geneticamente e a outra gestacionalmente.

O Método ROPA tem ganhado cada vez mais espaço por proporcionar uma experiência compartilhada da maternidade.


4. Doação de gametas

A doação de óvulos ou espermatozoides pode fazer parte do planejamento reprodutivo de diferentes configurações familiares.

No caso de casais femininos, utiliza-se sêmen de doador. Já casais masculinos podem necessitar da doação de óvulos para a formação dos embriões.

A escolha dos doadores segue critérios rigorosos de segurança, avaliação clínica e rastreamento de doenças genéticas e infecciosas.


5. Gestação por substituição

Para casais formados por dois homens e para algumas pessoas transgênero, pode ser necessária a gestação por substituição.

Nesse processo, os embriões são transferidos para o útero de uma mulher que concorda em gestar o bebê.

As principais sociedades científicas internacionais reconhecem a gestação por substituição como uma alternativa legítima para a construção familiar quando a gestação própria não é possível.


Reprodução assistida para pessoas transgênero

Os avanços da medicina reprodutiva também ampliaram significativamente as possibilidades para pessoas trans.

Homens trans que preservaram função ovariana podem realizar tratamentos com seus próprios óvulos. Mulheres trans que congelaram sêmen antes da terapia hormonal podem utilizá-lo posteriormente em tratamentos reprodutivos.

Por isso, a preservação da fertilidade antes da transição médica tem sido cada vez mais discutida entre especialistas.

O planejamento antecipado permite ampliar as opções reprodutivas futuras e oferece maior autonomia na tomada de decisões.


A importância do atendimento individualizado

Cada família possui uma história única.

Por isso, o planejamento reprodutivo para pessoas LGBTQIA+ deve considerar não apenas aspectos clínicos, mas também questões emocionais, jurídicas e familiares.

Sociedades científicas internacionais destacam que o atendimento deve ser centrado no paciente, livre de preconceitos e baseado em evidências científicas, garantindo igualdade de acesso aos tratamentos reprodutivos.


Construindo famílias com acolhimento e ciência

A medicina reprodutiva evoluiu para oferecer caminhos cada vez mais seguros, eficazes e personalizados para a construção familiar.

Independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero, o sonho da parentalidade pode ser planejado com o suporte de uma equipe especializada, tecnologia de ponta e acompanhamento humanizado.


Neste Mês do Orgulho LGBTQIA+, reforçamos a importância do acesso à informação de qualidade e ao cuidado reprodutivo inclusivo, permitindo que mais pessoas transformem o desejo de ter filhos em realidade.

 
 
 

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